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Data de inclusão: 27/01/2010 08:45:23

Arquivo Pessoal
Rebeca Macedo, escondida entre a turma de crianças, também fez estágio em uma empresa de exportações, em Pequim, no ano de 2009

Os Estados Unidos são o destino preferido dos jovens brasileiros que buscam oportunidades temporárias no exterior, registram agências recrutadoras ouvidas pelo R7.

Tamanha é a demanda de universitários interessados nos EUA que a agência CI decidiu apenas fazer as viagens de emprego para o país do Tio Sam, diz Renata Barbora, supervisora operacional dos programas de trabalho e estágio da agência.

Samuel Lloyd, gerente de marketing da STB (Student Travel Bureau), diz que, mesmo a empresa tendo autorização para procurar vagas em vários países do mundo, a primeira opção dos estudantes ainda é pela nação americana.

O agrônomo Paolo Zancanaro, de 23 anos, diz não ter tido dúvidas ao escolher os Estados Unidos para a sua primeira chance no mercado de trabalho. Numa feira de emprego, em Londrina (PR), ele e três amigos decidiram por uma rede de lanchonetes americana, no Estado de Wyoming.

À medida que a agência cuidava do visto de trabalho e acertava outros detalhes para a viagem, Zancanaro começou a acompanhar pelo noticiário que a "terra das oportunidades" - os efeitos da crise financeira estavam cada vez mais fortes por lá. Quando chegou aos EUA, sentiu o baque em menos de 30 dias.

- Já tinha a crise lá, antes da viagem. Mas quando a gente chegou, no final de 2008, ela começou a piorar muito. E, não deu muito tempo, chegou no lugar onde a gente estava. Não conseguimos gorjetas boas. 

O jeito para o grupo escapar da crise foi recorrer ao “sponsor” americano, uma espécie de padrinho dos viajantes universitários que faz o meio de campo com as agências brasileiras. O grupo acabou conseguindo trabalho em um hotel chique no Estado de Nova Jersey – mas não em tempo para recuperar o investimento do programa de trabalho temporário.

Zancanaro afirma não ter ficado chateado por não ter conhecido a terra das oportunidades porque teve a oportunidade de conhecer o país com a turma compensou tudo.

- Quando falei disso tudo para o meu pai, por telefone, ele me perguntou se estava passando fome, ou se tinha algum problema sério. Quando respondi que não, ele me disse uma coisa que me pareceu muito certa: “Então fica nos EUA, você já está aí mesmo, com tudo pago. Vai se divertir!” Foi o que eu acabei fazendo (risos). Recomendo a todos essa experiência, independente de não ter conseguido muito dinheiro.

Troca de conhecimento

Já a estudante de comércio exterior Rebeca Macedo, de 20 anos quis fazer uma coisa diferente na sua última viagem, em 2009. Desconfiada de que as vagas americanas estariam disputadas, resolveu apostar num país diferente, que tivesse a ver com o seu curso.

Passar nove meses em Pequim, na China, foi considerada por Rebeca uma das escolhas mais acertadas de 2009. Por seis meses, ela fez estágio em uma empresa chinesa de exportações, o que lhe rendeu uma troca bem-vinda de contatos entre a atual empresa em que trabalha, no Brasil, com as do país asiático. Depois, por três meses, ela deu aulas de inglês para turmas de crianças chinesas.

Além disso, ela conta que "foi bem legal" experimentar coisas que nunca imaginou que faria, como aprender a falar mandarim e até mesmo almoçar espetinhos de insetos grelhados, em um dia de trabalho.

fonte:
R7

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