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Data de inclusão: 12/01/2010 02:40:25

A primeira edição do Rio-à-Porter, bolsa de negócios oficial integrada ao Fashion Rio, começa hoje (10) no Cais do Porto, no Rio de Janeiro. Lançado na noite de ontem com um desfile coletivo, o novo salão de negócios, paralelo ao evento tradicional do calendário de moda  fluminense e nacional, reúne 169 expositores até o próximo dia 13.

Os organizadores esperam um público de mais de 3 mil visitantes nos quatro dias da bolsa de moda e design, envolvendo lojistas brasileiros e compradores internacionais, para fechar contratos com as confecções participantes, representativas de polos formados por micro e pequenas empresas do setor do Rio de Janeiro e de vários estados do país.

O maior polo de moda do Rio é  o de Petrópolis, na região serrana fluminense, e se destaca pela preocupação com a inovação e a sustentabilidade. A coordenadora do polo, Simone Gouvêa, informou à Agência Brasil que as dez marcas da cidade  que participam da bolsa de negócios estão apostando na tecnologia para  agilizar a produção. Além de softwares (programas de computador) específicos, as confecções adotam cada vez mais maquinário eletrônico.

O uso da inovação permite economia de tempo trabalhado e aumento da produção, destacou Simone Gouvêa.  "O uso desses softwares, além de agilizar o trabalho de corte e  modelagem, é bem mais preciso do que você fazer tudo manualmente. Agiliza muito o nosso trabalho".

A coordenadora do Polo de Petrópolis  destacou a redução de custos entre as vantagens oferecidas pelo uso da tecnologia no setor da moda. "O aproveitamento, às vezes, é de 86% a 89%, coisa que, com certeza, não se conseguiria manualmente. O reparo que se joga fora é muito pequeno. E é um meio também de se ajudar o meio ambiente".

O refugo de malhas custa barato para as artesãs  de baixa renda da  região, que o usam para fazer tapetes e bolsas, vendidos nas estradas de acesso ao município. A preocupação com o  desenvolvimento sustentável leva algumas marcas a procurar  também usar em suas criações tecidos reciclados, como fio PET e fibra de bambu.

O Polo de Petrópolis é composto por 800 indústrias formais que produzem 100 milhões de peças anuais e representam 14% do Produto Interno Bruto (PIB) do município. As micro e pequenas confecções da região respondem pela geração  e manutenção de 40 mil empregos diretos e indiretos na cadeia produtiva.

Nesta primeira edição oficial do Rio-à-Porter, a expectativa dos integrantes do pólo é elevar entre 15% a 20% os negócios, em relação às vendas diretas efetuadas na apresentação da coleção em janeiro do ano passado, que somaram R$ 600 mil, disse Simone Gouvêa. "Hoje, o evento triplicou  de compradores. E a gente está acreditando que  ele vai bombar, se Deus quiser. A gente está apostando", externou.


fonte:
Terra

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